A receita extra para 2012 já está elevada

Com o desaquecimento em curso da economia mundial, é muito pouco provável que o preço médio do petróleo Brent fique em USS$ 111,64 por barril no próximo ano, como está projetado na proposta orçamentária para 2012 encaminhada pelo governo ao Congresso. Os contratos do Brent para dezembro foram negociados ontem em US$ 102,56 o barril, em queda. É improvável também que a economia brasileira cresça 5%, que a taxa Selic fique, em média, em 12,45% e que a oscilação da taxa de câmbio seja de apenas 1,97%.

Íntegra: Artigo 79 – 29 – 09 -11

Medo e rejeição na zona do euro

A reunião anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim de semana foi um encontro de pessoas assustadas e zangadas. A crise financeira que se abateu sobre o mundo em agosto de 2007 entrou em nova e, sob aspectos cruciais, mais perigosa fase. Está surgindo uma retroalimentação positiva entre bancos e países debilitados, com um efeito potencialmente catastrófico sobre a zona do euro e a economia mundial – a zona do euro não é uma ilha. O que torna esse processo particularmente assustador é que as nações mais fracas são incapazes de enfrentar sozinhas as dificuldades, ao passo que a zona do euro não tem ninguém no comando e pode não dispor da capacidade para enfrentar a crise.

Íntegra: Artigo 78 – 28 – 09 -11

Editoriais dos Principais Jornais

Bons modos no orçamento; Fed quer apoio da política fiscal para reerguer economia; Visão do Correio :: Cenário não é de marolinha;  Um poço sem fundo;  Melhora não consolidada das contas públicas;  Medidas corretas contra interesses da base.

Disponível aqui: 02 – 30 – 08 – 2011

Juros: equívoco ou jabuticaba?

Os juros no Brasil continuam a causar perplexidade. Enquanto no mundo todo, desde a crise financeira de 2008, as taxas estão excepcionalmente baixas, o Brasil é uma exceção. A taxa de juros continua alta; não apenas alta, mas muito alta.

Durante duas décadas, entre o primeiro choque do petróleo em 1973 e o Plano Real em 1994, a inflação brasileira desafiou políticos e intelectuais em busca de uma saída para um mal que corroía os salários, concentrava a renda, distorcia os preços, aumentava a incerteza e dificultava a avaliação dos investimentos. Independentemente da velocidade com que governos, ministérios e métodos foram testados e substituídos, a inflação seguia seu curso, parecia alimentar-se das tentativas fracassadas de controlá-la e ameaçava até mesmo a estabilidade institucional.

Íntegra: Artigo 76 – 16 – 06 -11

Opções inaceitáveis na zona do euro

Opções inaceitáveis na zona do euro

Martin Wolf
Valor Econômico, 01/06/2011

A zona do euro, como foi concebida, fracassou. Foi baseada em um conjunto de princípios que revelaram-se impraticáveis ao fim do primeiro contato com uma crise financeira e fiscal. A zona do euro tem duas opções: seguir em frente, rumo a uma união mais estreita ou recuar para uma dissolução ao menos parcial. É isso o que está em jogo.

Íntegra: Artigo 75 – 25 – 05 -11

Europa não deveria controlar o FMI

O rei está morto; longa vida à rainha. Dominique Strauss-Kahn, o francês outrora diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) nem havia renunciado e os europeus já começavam a se reunir em torno de Christine Lagarde, ministra das Finanças da França. Morreram as promessas passadas de um processo de escolha aberto. Os europeus insistem no princípio nós temos, nós mantemos. O “ancien régime” sobrevive.

Íntegra: Artigo 75 – 25 – 05 -11

Para analistas, investimentos puxam o PIB

O investimento voltou a puxar a economia no primeiro trimestre, revertendo a composição menos saudável registrada no trimestre anterior, quando o consumo das famílias havia sido o principal responsável pela expansão. Embora o PIB oficial do trimestre ainda não tenha sido divulgado, seis dos nove analistas consultados pelo Valor apuraram crescimento mais forte do investimento, amparado no expressivo consumo de máquinas e equipamentos e em uma alta um pouco mais moderada da construção civil. A expansão do investimento é positiva por elevar o PIB sem muito impacto inflacionário, uma vez que possibilita ampliação da oferta de bens. 

Íntegra: Artigo 73 – 17 – 05 -11

Estado meritocrático e profissional

Para tranquilizar alguns espíritos muito preocupados com o fato de que nosso Banco Central adotou um certo gradualismo para enfrentar o grave e preocupante problema de inflação que ameaça a economia brasileira, talvez seja bom informar que o Banco da Inglaterra está fazendo a mesma coisa.

Na semana passada, o presidente (governador) daquele banco, Mervyn King, manifestou dúvidas sobre se deve sustentar inalterada a taxa de juro básica, a despeito da taxa de inflação ter saltado para 5% ao ano, uma vez que sua estratégia é reduzi-la a 2,4% só no fim de 2012. Em outras palavras: diante do forte ajuste fiscal proposto e aprovado pelo Parlamento (Coalition’s Fiscal Estrategy), para reduzir até 2015 o fantástico déficit fiscal de 2010 (11% do PIB) para o nível de 2007, a política monetária deverá ser cuidadosa e acomodatícia para que a necessária redução da demanda do governo não agrave ainda mais a queda do PIB. O ajuste britânico é repartido entre um aumento de tributação de 23% e um corte de despesas de 77%. Como o aumento da tributação deve desestimular os investimentos, o programa inclui medidas microeconômicas para acelerar uma adequada realocação dos recursos por parte do setor privado.

Íntegra: Artigo 73 – 17 – 05 -11

Fatos e teorias

O mundo continua a enfrentar as consequências da crise financeira de 2007/09, criada pelas extravagâncias das “inovações” financeiras que se transformaram em “armas de destruição em massa” sob os olhos complacentes dos Bancos Centrais. Hoje, temos a confissão que sabiam, ainda menos do que os criadores, da sua potencialidade destrutiva. Tal tolerância não foi apenas um sentimento altruísta de dar casa a quem não tinha condições de comprá-la, mas por honesta ignorância (do verbo ignorar = desconhecer por não ter a experiência, a prática de alguma coisa, segundo o “Houaiss”).

Texto Íntegra: Artigo 72 – 11 – 05 -11

Rogoff e a crise da macroeconomia

No início de abril, o economista Kenneth Rogoff, da Universidade de Harvard, participou de um encontro com o nome instigante de “Crise e Renovação: Economia Política Internacional na Encruzilhada”, organizado pelo Instituto para o Novo Pensamento Econômico (Inet, na sigla em inglês), patrocinado pelo bilionário e megainvestidor George Soros. O seminário, que visava discutir as transformações no pensamento econômico depois da crise global, foi realizado no mesmo hotel em que aconteceu o histórico encontro de Bretton Woods de 1944, no qual foi desenhada a arquitetura financeira internacional do pós-Guerra.
Ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), e um dos economistas mais prestigiados da atualidade, Rogoff é o autor, junto com Carmen Reinhart, do livro Oito Séculos de Delírios Financeiros: Desta Vez é Diferente, que faz um levantamento de 800 anos de crises econômicas e financeiras, e é considerado um marco na literatura econômica pós-crise global.

Entrevista na integra aqui: Artigo 71 – 09 – 05 -11